A análise realizada sobre o acesso aos cuidados de saúde mental revelou que...
Descrição
O Relatório Primavera 2015, da autoria do Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) revela o estado dos cuidados de saúde mental em Portugal. Apresentamos-lhe a notícia e o relatório na íntegra.
A notícia de 18 de Junho de 2015, publicada no jornal online da universidade de évora, em relação à saúde mental, sintetiza a informação do relatório da seguinte forma que transcrevemos:
«A análise realizada sobre o acesso aos cuidados de saúde mental revelou que, em Portugal, continua a assistir-se a um processo de desinstitucionalização dos doentes que não está a cumprir o plano pré-definido.
A implementação nacional da Rede de Cuidados Continuados de Saúde Mental revela avanços demasiado lentos, gerando assimetrias regionais entre doentes e famílias.
Em suma, os portugueses ainda têm acesso aos cuidados de saúde estatais, apesar de esse direito estar ameaçado se não forem acionadas medidas que corrijam muitas das debilidades encontradas na análise realizada.
É urgente tomar medidas corretivas, a priori, relativas aos recursos humanos (médicos e enfermeiros) e materiais (camas) que desbloqueiem os serviços de urgência nos períodos críticos. Não pode continuar a ser o rigor do Inverno ou do Verão a ditar a atuação política, nesta matéria. A importância de uma campanha nacional de sensibilização sobre o acesso aos serviços de urgência também se impõe e certamente ajudará a diminuir o uso indevido destes serviços, com ganhos para todos.
A RNCCI necessita de um forte investimento/impulso para garantir o acesso de todos os doentes quer a camas, quer a cuidados domiciliários consoante a sua condição e para a efetiva implementação da Rede de Cuidados Continuados de Saúde Mental, com o aumento dos cuidados domiciliários, mais acessíveis e de menor custo para estes doentes e respetivas famílias.
Para inverter o ciclo negativo associado à área do medicamento impõe-se uma atuação conjunta de todos os stakeholders do sector farmacêutico, de forma a não apenas garantir, mas aumentar o acesso, não só ao medicamento em geral e aos medicamentos realmente inovadores, sem que a sustentabilidade do sistema de saúde seja colocada em causa.
Ao nível da segurança do doente é imperioso compreender que para o Estado é menos oneroso apostar numa política da qualidade e segurança dos cuidados, do que na efetiva reparação/indemnização dos danos resultantes da prestação de cuidados de saúde. O caminho a ser percorrido passa necessariamente pela adoção estrita das recomendações internacionais, nomeadamente da UE e da OMS, criando mecanismos que garantam a confidencialidade e a não punibilidade dos sistemas de notificação de incidentes e eventos adversos e acionando a interoperacionalidade entre os sistemas locais (hospitais) e o sistema nacional (DGS), evitando o desperdício de meios e de tempo e fazendo bom uso dos sistemas de informação.»
Relatório (em pdf) aqui
