Precisa-se de confiança - urgente!
Descrição
PRECISA-SE HOJE, AMANHÃ E SEMPRE!
Na tentativa de compreender porque o filho anda tão triste e cabisbaixo, e por indicação da psicóloga da escola que referiu que o seu filho João tinha baixa autoestima, o Pedro comprou um livro sobre este tema. Após o dia de trabalho, e o Pedro já a dormir, pois amanhã era mais um dia de escola, o Pedro começou a ler o seu novo livro, o qual auspiciava puder ajuda-lo a compreender o que se passava com o pequeno João. Apesar de atraído pela leitura, e integrando alguns dos conceitos da autoestima, o cansaço foi mais forte e Pedro adormeceu com o livro nas mãos. Durante o sono, teve um sonho profundo, durante o qual teve uma importante conversa, imaginem… com a autoestima.
Pedro: “ÉS SUPER auto-estima... És o sentimento que a criança tem sobre si própria.
Nasces da imagem que os adultos espelham ser a criança: grande! burra! lenta! bonita! esperta! estúpida! ...
…tornas assim a criança segura ou insegura, capaz ou incapaz, lutadora ou desistente, resiliente ou frustrada.”
És Super poderosa tal como os Super...”
No sonho responde a autoestima ao Pedro:
Autoestima: “Heróis?? Eu resulto do que fazem alguns dos heróis das crianças, e não falo dos da banda desenhada... posso fazer a criança feliz, ou torna-la frágil, e ate faze-la adoecer. Nasço da ação do pai que deve protege o filho, da mãe que deve dar amor, do professor que deve educar...”
E o Pedro reflete e questiona:
Pedro: “'Então sou eu, o adulto, o único responsável...?”
A autoestima responde ao Pedro.
Autoestima: 'Não tens todo esse poder... toda a vivencia da criança está em jogo. Mas podes fazer o mais importante: mostrar-lhe, e fazê-la sentir, o quanto ela é especial, que ela mesma é um SUPER HERÓI!'
Pedro acorda sereno, mas surpreendido.
Olha em volta e percebe que adormeceu no sofá da sala e é 1h da madrugada, que tivera um sonho «iluminado».
Ainda a pensar na sua «conversa» com a autoestima dirige-se ao quarto do João, que dorme profunda e serenamente, ajusta-lhe o cobertor e ao beijar o seu querido filho na testa diz-lhe: “Vou ajudar-te meu amor, o pai vai-te ajudar a seres mais feliz!”
De manhã, é a rotina acelerada do costume: acordar o João, ajudá-lo a lavar-se e a vestir-se, preparar o pequeno-almoço.
Pedro divorciou-se da mãe do João, que está a viver noutra cidade, pelo que semana sim, semana não, Pedro e João estão sozinhos na casa nova do Pedro. Esta é a semana desejada, todas aquelas em que está com o João. O João deixado na escola, Pedro, a caminho do trabalho vai refletindo no que pode fazer para que o seu filho se sinta mais confiante e feliz. Após o divórcio João perderá a alegria e aparentemente a autoestima, segundo a psicóloga, e inclusive, embora não relate, parece ser vítima da troça dos «coleguinhas» da escola.
No seu dia de trabalho Pedro, que é gerente numa empresa de design de moda, em conversa com uma cliente, tem uma espécie de «ideia». Após terminar a conversa Pedro regressa a casa, sozinho, pois inicia-se a semana da mãe ficar com o João.
Nas várias horas dessa semana Pedro dedica grande parte dessas horas num novo projeto de nome – És Super! Pedro marca uma entrevista com a psicóloga do João e fala-lhe do seu novo projeto.
A psicóloga adora a ideia do Pedro! Pedro entusiasmado põe «pés ao caminho» porque na semana seguinte estará com o seu João e já quer ter a surpresa pronta!
Sexta-feira à noite chega! É dia de ir buscar o João à escola. Pedro está radiante pois conseguiu preparar a supressa a tempo.
Alguma horas após ir buscar o João à escola os dois estão em casa e Pedro diz ao João:
Pedro: “'Filho toma, tenho um presente para ti. Um presente muito especial porque ajudar-te-á a saberes o que és para o Pai e para todas as pessoas de quem gostas. Ajudar-te-á a lembrares-te disso durante o dia. E vamos combinar uma coisa: há magia no presente que te estou a dar, mas é segredo! A magia só o espelho revela, mas vês.”
O João abra o presente e encontra uma t-shirt com um lindo desenho.
Pedro diz para o filho:
Pedro: “Gostas?”
João sorri e diz que sim.
Pedro sabe que o João sabe que os meninos que lutam contra os medos são corajosos, tal como a imagem.
Pedro continua a falar com o filho:
Pedro: “João veste e depois vai-te ver ao espelho, por favor”
O João assim faz.
Pedro: “Lembras-te que o pai disse que este presente é especial porque tem magia? Ora lê o que diz na tua t-shirt?”
João lê alto «corajoso».
Pedro: “Exatamente filho, tu para mim És Super Corajoso!” Quero que saibas disso e que te lembres sempre que o pai adora-te e acha que És Super, super corajoso.
Como vês afinal ÉS tu ... o melhor SUPER Herói do mundo.
O maior, o mais forte e o mais poderoso!
É verdade que é o adulto que diz o que és, como és... Mas só tu podes decidir!
Escolhes o que sentir.
Quando perguntas: 'Quem sou eu?’ Só tens de repetir para ti mesmo: És SUPER!
Pois não há maior poder do que o decidir o que sentir”.
João abraça o pai com lagrimas nos olhos e os dois acabam abraços por mais de 2 minutos. Os 2 minutos mais sentidos, mais profundos dois últimos anos.
Pedro ficou feliz pois sentiu que encontrara a melhor forma possível de falar com o seu João e fazê-lo compreender, com magia, o grande amor verdadeiro que tem por ele e o orgulho que sente no menino que ele é!
Ao deitar a cabeça na travesseira nessa noite Pedro, pensou: “Consegui fazer o meu filho feliz. Vou tentar fazer que os outros pais façam o mesmo, vou criar a marca És Super e fazê-la chegar a todas as crianças!”.
FIM
Pois é… comovente, real, mágica, profunda esta história, não é?
Quer ser o «Pedro, pai» ou a «Maria, mãe» (ou outro familiar) na vida da(s) sua(s) criança(s)?
Quer ajudar o Pedro (na realidade a Comunidade És Super e seja um pai/mãe mais capaz e feliz.
Deixamos-lhe informações teóricas sobre este importante conceito de autoestima:
Por vários motivos as crianças são susceptíveis de desenvolver uma baixa auto-estima, ou seja, uma má imagem de si próprias e do seu valor como pessoa, nos seus diferentes papéis de vida (filho, aluno, amigo).
Para isto podem contribuir desde causas bem visíveis como os maus-tratos e a negligência parental, mas também podem ser causas menos observáveis como a desvalorização, e/ou, falta de disponibilidade dos pais para promoverem nos seus filhos o sentimento de serem amados, e de lhes darem orgulho por serem os menino(as) que são.
As más experiências escolares (bullying, etc.), as dificuldades de aprendizagem ou a falta de actividades (hobbies, extracurriculares) que permitam sentirem-se bem consigo mesmas e com os outros (com expressão de feedback emocional dos outros) são também elementos potenciadores de baixa autoestima.
As elevadas expectativas em relação aos filhos pode proporcionar o sentido de baixa autoeficácia, logo baixa autoestima.
Até a superproteção pode gerar baixa autoestima pois os pais superprotetores podem, inadvertidamente, levar seus filhos a não se considerarem importantes enquanto indivíduos, a crescer e a sentirem-se incapazes de cuidarem deles próprios.
Os efeitos da baixa autoestima também podem ser variados e muito impactantes na vida futura.
As crianças podem desenvolver baixa tolerância à frustração, tornam-se em pessoas emocionalmente defensivas, dependentes, inseguras, tímidas, ou a não acreditarem que são capazes, a não acreditarem em nada, nem em ninguém.
Podem ainda tornar-se demasiado perfeccionistas e inseguras. Em situações mais disfuncionais podem desenvolver uma má imagem corporal, com transtornos alimentares associados, podem isolar-se e não terem momentos de partilha e convívio com os pares, logo, não fazem processos de identificação com os outros. É possível tornarem-se pessoas influenciáveis e com propensão para comportamentos aditivos (tabaco, álcool e drogas), virem a desenvolver depressão e transtornos de ansiedade importantes, e até de personalidade, o que a acompanhará a vida destas crianças para sempre.
